Órgãos ambientais iniciam análise de estudo que identificou drogas na baía de Santos, SP

Reunião realizada na Secretaria de Meio Ambiente da cidade detalhou plano de ação.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) e a Secretaria de Meio Ambiente de Santos, no litoral de São Paulo, iniciaram a análise do estudo que identificou fármacos e cocaína na baía de Santos. O objetivo é aprofundar o trabalho e verificar os reais impactos.  Pesquisadores da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificaram as substâncias durante coletas em estudo realizado desde 2014. Acadêmicos já verificaram, também, que elas prejudicam a reprodução e o crescimento de animais marinhos que vivem nessa região.  Em dados comparativos, ainda conforme o coordenador da pesquisa, o professor doutor Camilo Seabra Pereira, a quantidade de cocaína encontrada na água da baía de Santos chega a ser entre 10 e 100 vezes maior que a registrada na baía de São Francisco, nos Estados Unidos.Os dados surpreenderam as autoridades.  “Os órgãos se prontificaram a analisar os estudos e nos posicionar nas medidas que forem necessárias”, afirmou o coordenador de políticas ambientais da Secretaria de Meio de Ambiente de Santos, Marcus Neves Fernandes. Segundo ele, pela primeira vez as autoridades ambientais tiveram acesso ao material. “Não estabelecemos prazos, mas vamos acompanhar os detalhes dessa avaliação. O que os órgãos nos afirmaram era que a quantidade dessas substâncias encontrada no mar não é prejudicial a saúde humana”. A Cetesb e a Sabesp, além de avaliar o estudo, vão verificar a metodologia aplicada pelos pesquisadores. A partir dessa avaliação, a Prefeitura, em conjunto com os órgãos ambientais, vai verificar e discutir eventuais necessidades de melhorias a serem adotadas no tratameno de esgosto. “Vamos intensificar a questão do descarte correto de produtos farmacêuticos para colaborar com essa questão”, afirmou o coordenador. No encontro, a gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli, afirmou que os banhistas não são impactados, mas afirmou que verifica como aprimorar o tratamento de esgoto com a Sabesp. “Nós estamos num acordo com a Sabesp baseado em monitoramento para verificar necessidade de melhoria”. Por meio de nota, a Sabesp reafirmou que fármacos e entorpecentes não são removidos no tratamento de esgoto, conforme dispõe a legislação brasileira. “A cidade de Santos possui padrão europeu de saneamento e está entre as quatro melhores do país no setor, segundo Instituto Trata Brasil”, informou em nota. fonte: G1

 

 




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