Equipe responsável por cirurgia de mulher trans que morreu em fevereiro segue atuando em endereço sem alvará da vigilância

G1 flagrou duas mulheres trans saindo recém-operadas de clínica na Avenida Nove de Julho. Paulino de Souza, apontado como agenciador da cirurgia de Lorena Muniz, também foi visto no local, que não tem licença para realização de procedimentos médicos.

A equipe investigada pela cirurgia da jovem trans Lorena Muniz, que morreu em fevereiro após ter sido deixada sedada durante um incêndio em uma clínica de estética no Centro de São Paulo, continua atuando em outro endereço irregular na capital. Integrantes da equipe são acusados de negligência em diversos processos judiciais, como o G1 revelou, e respondem a pelo menos um inquérito policial, além do que investiga a morte de Lorena.

O homem apontado como responsável pelo grupo é Paulino de Souza, que segue oferecendo serviços de cirurgia plástica. Ele se apresenta como doutor nas redes sociais, apesar de não ser médico.

Veja abaixo os principais pontos desta reportagem:

Casa na Avenida Nove de Julho, na região central de SP, foi usada pela equipe para cirurgias de silicone no último sábado;
Paciente confirmou que foi operada no sábado no local e outras duas foram vistas saindo enfaixadas;
Local tem registro de CNPJ com o nome da esposa de Paulino de Souza, mas não possui alvará para realização de nenhum tipo de procedimento médico;
Vigilância Sanitária investiga possível rede de cirurgias estéticas irregulares, com uso de CNPJs e endereços diferentes e participação de médicos e intermediadores;
Parte do grupo foi indiciada por homicídio na investigação da morte de Lorena Muniz.

Após relatos de que ele continuava atuando em uma casa na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul da capital, o G1 foi até o local no último sábado (17). Paulino e outras pessoas foram flagradas pela reportagem entrando e saindo da clínica, que não tem alvará (veja vídeo acima).

Uma paciente da equipe, que preferiu não se identificar, confirmou à reportagem que fez uma cirurgia para colocação de silicone no endereço no sábado. A mulher enviou imagens do interior da clínica e da sala de operação. Outras duas mulheres foram vistas saindo enfaixadas do local.

Após relatos de que ele continuava atuando em uma casa na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul da capital, o G1 foi até o local no último sábado (17). Paulino e outras pessoas foram flagradas pela reportagem entrando e saindo da clínica, que não tem alvará (veja vídeo acima).

Uma paciente da equipe, que preferiu não se identificar, confirmou à reportagem que fez uma cirurgia para colocação de silicone no endereço no sábado. A mulher enviou imagens do interior da clínica e da sala de operação. Outras duas mulheres foram vistas saindo enfaixadas do local..Leia mais..Fonte:G1