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Afinal, quem manda aqui?

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Tomie Watanabe Kokubun, de 41 anos morreu após levar um tiro na cabeça durante uma assalto em Itanhaém. Cidade já esteve em lugar de destaque entre as mais violentas do país. Impunidade faz aumentar os índices de criminalidade. O que fazer?

O presidente Jair Messias Bolsonaro foi eleito pra fazer acontecer – e até acredito que tenha vontade pra isso -, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), não deixa que isso aconteça de forma fácil, pois, se auto intitulou soberano para ir além dos princípios constitucionais de interpretar a constituição. Agora, na prática, também compartilha as funções do legislativo e do executivo. Quem diria.
E, num país onde “roubar” pode; desde que se esteja sob o respaldo jurisdicional, como: prescrição, fórum inadequado, etc., certos experts – em especial do meio político -, quase sempre, deixam a questão do simples anonimato para se tornar “estrelas”, inveteráveis e imortais. Isso porque chegar de forma abrangente ao “estágio popular”, também, é uma questão que vai além da simples popularidade, pois requer de alta “condições financeiras” – o que no caso, não lhes faltam.

No Estado de São Paulo – e talvez até haja outros Estados em questão similar -, há um governo que se impõe de forma austera e gerencia uma oposição contra o Governo Federal. Como se vê, pressupõe que já haja uma acirrada guerra de bastidores por conta da disputa eleitoral presidenciável do ano que vem; todos de olho no sonho do status político maior: o cargo de Presidente da República, que hoje é ocupado por Jair Bolsonaro.

E, não há dúvida – com exceção da campanha bolsonarista -, que para se chegar lá é preciso conciliar “popularidade” com a “questão financeira”.
E, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, a questão não é diferente.

A exemplo da Baixada Santista, as últimas eleições mostraram bem isso, prevaleceu a “estrutura do sistema”, somada a “questão financeira”, e até diria que, excepcionalmente, em Itanhaém/SP -, nem pesou tanto a questão popular.
Se vê, que em todos os âmbitos a questão financeira é essencial, sem que ela exista, não prevalece por vias normais a chegada ao poder.

Duro constatar, mas, sem generalizar – pois, há exceção -, pra maioria, pouco importa os “programas de governo”, “a inteligência e índole do candidato”, “questão de qualificação técnica”, etc. Esses requisitos subsistem em momentos de campanha, como meios de propagação e discussão política, mas, na hora final, sem que haja a combinação com a “questão financeira”, nada disso subsiste.

Vale uma reflexão: “quem paga a conta do investimento pessoal realizado por um candidato?”

E, não estamos falando daquela conta apresentada na Justiça Eleitoral, que quando analisados em conjunto com o Ministério Público, quase sempre, vivem em um mundo de “faz de contas”. Sim, porque mostram preocupação excessiva com fechamento de “centavos”, enquanto ignoram do outro lado as disponibilizações de “milhões”.
Então, pense e juntos façamos algumas perguntas: quem pagou o preço? E, quando eleito, quem de fato dá às ordens, o atual ou o anterior? Prevalece alienando os acordos políticos, financeiros e empresariais do governo anterior? Ou quem está no poder é absoluto para governar?

Cada um pode tirar suas próprias conclusões, porém é bom se ater ao fato de que não importa o que foi feito de errado por quem esteve no poder; se ele conseguir atravessar os cinco anos ilesos, inerte, sem que a provocação da justiça, tudo prescreve.

Isso Mesmo!

Um prefeito, por exemplo, ainda que ele tenha desviado recursos do município – vamos gentilmente usar esse termo porque “roubado” seria um pouco forte -, ele está oficialmente limpo. Entendeu? Depois de cinco anos, eles ficam totalmente limpos, e se houverem recursos desviados, de certa forma, eles estarão “legalizados”. Isso na prática significa que eleger o sucessor é uma obrigação de quem está no poder, até mesmo porque no primeiro ano de um governo, quem foi eleito está no foco principal do seu opositor e não no sucessor dele. E, se tudo estiver em casa – como acontece na maioria da vezes, é só alegria. Em outras palavras, esse vício eminente só tem tendência de melhorar com o fim da reeleição. Hoje, nesse tipo de modelo político, o apoio de quem está no poder sempre está atrelado a um bastidor bem obscuro à população.

Concluindo, não apenas na questão municipal, mas,  em todos as esferas sociais é preciso avançar na questão “cultural”. Só assim, os nossos filhos e netos poderão, quem sabe, usufruir de dias melhores.

Adolescente assassinada, Isabelle Amaral Costa

É preciso reformar a atual legislação para evitar a impunidade, e dar um fim a gravíssimos problemas, como o que vem acontecendo no País, no Estado e até mesmo nos municípios, em especial na nossa antiga e singela Itanhaém, que agora ocupa destaque no ranking das cidades mais violentas do país.

De nada adianta colocar câmeras em todos os pontos da cidade, armar a guarda civil municipal, se, na hora que acontece o “ato” não tem ninguém no local. Também, de nada adianta “prender”, um sujeito, se depois o libera para “saidinhas”, onde oportunamente praticam atos ilícitos, inclusive óbitos.

Em outras palavras, está tudo errado.

Especificamente em Itanhaém, a recente morte da jovem Tommy Watanabe, de 41 anos; e a da adolescente Isabelle Amaral Costa, de 17 anos; entre outros casos violentos acontecidos na cidade”, é um alerta de que precisamos repensar na questão política local.

Itanhaém, 10.10.2021. Cesar Augusto Alves de Lima.

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